COMO CARREGAR UM CARRO ELÉTRICO?

Seu veículo pode ser carregado em uma tomada dentro de casa e sua economia pode ser cinco vezes maior que um modelo a combustão.



Uma das grandes dúvidas em relação a adquirir um carro elétrico ainda é em relação ao carregamento no Brasil.

Dúvidas de como é feito, onde pode ser carregado, quanto pesa no bolso e tantas outras questões relacionadas à carga de carros elétricos serão respondidas agora.




Cenas tão comuns como esta serão cada vez mais raras no futuro, pois a tendência mundia é carros elétricos ganharem cada vez mais espaço como um grande apelo para um mundo mais sustentável.




No Brasil os carros ecológicos ainda representam apenas 0,05% da frota total do país.

Mesmo sendo um mercado minúsculo, ele já existe e está se estruturando lentamente, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Em Fernando de Noronha por exemplo estará proibida a entrada de veículos movidos a combustão a partir de 10 de agosto de 2022. A lei, conhecida como Noronha Carbono Zero, já foi aprovada pela Assembleia Legislativa nesta ultima terça feira (7) e sancionada pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Já a partir de 10 agosto de 2030 não será permitida também a circulação de veículos MCI (motor a combustão interno).


Fernando de Noronha torna-se então o primeiro lugar do Brasil a banir carros a combustão. Apenas transportes elétricos poderão circular no arquipélago a partir de 2030.



E isso é uma tendência mundial. Na Noruega por exemplo a partir de 2024 será proibida a circulação de veículos à combustão. 13 países e cerca de 20 cidades em todo o mundo já tem data marcada para proibição de circulação de combustíveis fósseis.

Os motivos incluem o cumprimento de metas climáticas nacionais de acordo com acordos internacionais como o Acordo de Kyoto e o Acordo de Paris para reduzir as emissões de carbono que causam mudanças climáticas, independência energética ou risco à saúde devido às emissões locais.


Mas, onde carregar?


O carregamento dos carros elétricos têm suas vantagens, e achar um ponto de carga no Brasil está melhorando a cada dia. Atualmente, temos esses pontos em supermercados, shoppings centers e postos de combustíveis; além de locais privados como empresas e estacionamentos. 

Novos empreendimentos imobiliários já contam com seu espaço para recarga de veículos elétricos.

Pesquisamos e encontramos um app com uma relação mundial de eletropostos chamado Plugshare.








Plugshare é a maior comunidade de motoristas elétricos no mundo. Os próprios usuários contribuem com fotos e identificação de estações que nos ajudam a tomar decisões de recarga da forma mais bem informada possível.








Se você nunca teve um carro elétrico, talvez não saiba que existem vários conectores de carga usados por diferentes fabricantes - os veículos da Nissan usam CHAdeMO, BMW e VW usam CCS, a Tesla usa seu próprio conector proprietário e assim por diante.

No Plugshare você pode filtrar os resultados com base no tipo de plugue disponível.


Vc tem um mapa preciso de todas as estações. São mais de 300.000 estações de recarga de carros elétricos nas principais redes, incluindo:

- chargepoint

- circuit electric

- EV Connect

Vc pode filtrar o mapa por tipo de tomada incluindo: nível 1, nível 2, e carregadores rápidos CC como Tesla Superchargers, CHAdeMO e SAE/CCS.


É possível carregar o carro em casa?

Essa é uma dúvida frequente, mas sim, é possível carregar em casa, seja em tomadas de 110V, 220V ou no Wallbox — carregador que a própria marca disponibiliza para venda.

As tomadas residenciais no Brasil, que são por padrão NBR5410 — aquela de três pontos —, recomendam que as instalações elétricas sigam as seguintes padronizações para as tomadas de uso geral: em 110V, a opção deve ser de 10 amperes ou de 20 amperes, e as de 220V, a capacidade de corrente é de 20A apenas.

“O cálculo para saber o gasto do consumidor residencial é simples. Basta verificar o valor da potência que o seu aparelho tem, em Watt (W). Depois, é só multiplicar pela quantidade de horas que seu carro ficou ligado na tomada. Daí então o dono terá o valor em quilowatt-hora (kWh)”, explica Fábio Delatore, professor do departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário FEI.


O PROPRIETÁRIO PODE FAZER SEU CONTROLE DE GASTOS EM CASA

Esses números na prática ficam da seguinte forma: usando como exemplo uma tomada de 110V-20, teremos no máximo 2.200W de potência disponíveis. Deixando o carro ligado por dez horas, teremos ao final, um gasto de 22kWh nesse período.

O preço do kWh varia de estado para estado, mas, de acordo com o ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), a média nacional é de R$ 0,56. Sendo assim, o preço do exemplo que demos na tomada de 100V-20 será de 22 (kWh) x 0,56 (R$), ou seja, R$ 12,32.

Se o mesmo acontecer em uma tomada de 220V-20A, por exemplo, teremos potência máxima de 4.400W. Após dez horas, teremos 44kWh, o que dará uma conta mais elevada, de R$24,64.


A porcentagem de carga que será carregada pelo tempo de horas que ficará na tomada, obviamente, vai depender da bateria do carro, que normalmente são equipados com baterias de 40 a 160 kWh.

Em comparação com as tomadas 220V-20A, o tempo de carga será o dobro no caso da de 110V-20A e o triplo no caso da 110V-10A (que tem potência máxima de 1.100W).

Outro fator que influência na cobrança é a tarifa da bandeira do momento que o carro — ou qualquer objeto elétrico — está sendo carregando, que poder ser: bandeira verde, bandeira amarela e bandeira vermelha. Funciona como um semáforo.

Quando está verde está tudo dentro do normal; quando está amarela é um alerta de cobrança adicional para cada 100 kW/h usados; quando está vermelho a cobrança será ainda mais alta para cada 100 kW/h utilizados. Essas tarifas são descobertas direto com a ANEEL. 


Wallbox


O PREÇO MÉDIO DO APARELHO É DE R$ 7 MIL

O wallbox é o carregador disponibilizado pela marca ao cliente para ter uma carga mais rápida. Neste caso, normalmente, 80% da recarga é feita em média entre 6 e 8 horas

A diferença é que nestes aparelhos a instalação deve ser feita em tomada trifásica, que aguenta maior carga de potência. As redes domésticas, na grande maioria, são monofásicas ou bifásicas, por não precisarem de uma demanda tão grande de energia. 

“O que muda na rede trifásica é a quantidade de Watts que ela é capaz de entregar. Tipicamente uma tomada de 220V trifásica em 20 amperes de corrente máxima é capaz de produzir média de 13.200W. Sendo assim, o tempo de recarga do carro será muito mais rápido”, explica Delatore.

O custo neste caso é o mesmo das tomadas convencionais, pois entregará mais potência, mas em tempo bem menor. O custo será mais alto pelo fato de um aparelho destes custar em média R$ 7 mil e pela obra que será necessária para atender uma rede trifásica, já que é pouco comum em residências, como já mencionamos.


Posto de Recargas

Nos postos de recarga públicos e privados, normalmente os carregadores são de carga rápida, e carregam, em média 80% em uma hora, quase sempre de forma gratuita. Isso acontece para evitar filas e que o mesmo carro não fique horas carregando.

Em qualquer posto não há cobrança. Por lei, é proibido cobrar qualquer taxa ou tarifa por uso de energia em locais públicos. No caso de shoppings ou estacionamentos, o cliente terá que pagar o preço cobrado no estacionamento, mas não pelo serviço de carregar. 

Porém, o motorista deve ter muita atenção em relação aos plugues do veículo.

No mundo, existem três padrões principais: norte-americano, europeu e japonês. Portanto, o motorista pode se deparar com um plugues que não seja igual ao do seu carro em postos de carga e ficar sem bateria. Então é recomendável sempre pesquisar os locais que atendem o tipo de plugues que o carro necessita conforme já explicamos acima.


E no fim? Qual é a economia?




O preços dos carros elétricos ainda são bem mais altos que de modelos a combustão. O elétrico mais barato do Brasil é o JAC iEV20, que está à venda por R$ 119.990.

Porém, mensalmente, o custo de um carro movido por combustível fóssil pode ser cinco vezes maior do que um elétrico. 

Além da facilidade de poder carregar em casa e gastar muito menos do que com combustível, outra vantagem é o freio regenerativo. Ele recupera parte da energia gasta, tanto na retirada do pé do acelerador quanto na hora da frenagem, usando essa energia para carregar a bateria sem precisar plugá-lo ao carregador. 

Além disso o custo com a manutenção é infinitamente menor porque o motor elétrico tem muito menos peças que o motor a combustão (MCI), sem mencionar os periféricos que num elétrico não existem, tais como: escapamento, catalizador, radiador, reservatório de expansão, mangueiras, câmbio, bomba d'agua, bomba de combustível, não sendo nem necessário a de troca de óleo. Mais ainda, a direção, o freio, e o ar condicionado também são elétricos, demandando também bem menos manutenção.


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